Da minha janela
Eu vejo a lua
Eu vejo a rua
E também a chuva
Da minha janela
Eu vejo o céu
Hora cinza vez azul
Da minha janela
Eu vejo ipês e jacarandás
Espatódeas e palmeiras
Da minha janela
Eu vejo o quadro
O quadro que não pintei
O sorriso que não ri
Da minha janela eu
Eu vejo a canção
A canção que não criei
O acorde que não toquei
Da minha janela
Eu vejo o sol nascer
E o sol se pôr
É a minha janela
Da minha janela
Eu vejo eu vejo versos
Os versos que não escrevi
Da minha janela
Eu vejo o feito
E o que fazer
Eu vejo poesia
Imagem:vishniac_janela002 - http://goo.gl/jKoz1


2 comentários:
Oi, muito bacana essa poesia. Gostei muito, sempre olhei com muita atenção pra coisas que eu via da minha janela, mas nunca me veio a mente que eu via poesia. Gostei de mais. Daniela - DF
Jonas, eu coisa boa te encontrar lá no meu De Analgésicos & Opioides. Nem sempre as pessoas me contam que me leram. Alguns contam, mas fingem que leram. Mas quando leram e me contam, ahhhh, dá uma certa alegria boba. Parece que não estou sozinha em meus parágrafos curtos.
Venha mais vezes. Náo de 12 em 12 meses, mas em tempos mais frequentes. E obrigada de novo pela sua gentileza!
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