Vejo mais uma vez.
Reencontro.
Releio,
reconsidero.
Trago à memória
novamente.
Tento fazer de
trás pra frente.
Tente fazer de
trás pra frente!
Traga à memória
novamente,
Releia,
reconsidere,
Reencontre.
Veja mais uma vez.
Comece a ReveR,
De trás pra
frente.
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Na calçada à esquerda, pouco antes da esquina
Uma cadela se junta a latas caídas da lixeira
Uma mulher caminha por uma rua estreita de pedra
Na calçada à direita, pouco antes da esquina
Uma cadela junta as latas caídas da lixeira
Uma mulher caminha por uma rua escura de pedra
Na rua, bem no meio, pouco antes da esquina
Uma cadela se assusta com latas atiradas a ela
Uma mulher caminha por uma rua de pedra
Na rua que termina, pouco depois da esquina
Uma cadela se junta a latas atiradas por ela
Créditos Imagem: http://goo.gl/1F9Fh
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O voo atrasar
O avião pousar
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Créditos Imagem: http://goo.gl/1F9Fh
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Hoje chover
O sinal cair
O verbo se impor
O ônibus não vir
Meu time perder
Ela negar.
O avião pousar
O sol aparecer
A rede conectar
A canção compor
O motorista sorrir
O jogo vencer
Ela aceitar
Imagem: http://goo.gl/5dvVA
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A marcha dos versos vadios

Os versos reunidos
Ali em assembleia
Saíram em marcha
Foram todos por ai
Fantasiados de rimas
Vestidos de métrica
Saíram todos
Disfarçados de rimas
Escondidos de métrica
Em punho cartazes
Faixas e panfletos
Tudo em branco
O ansioso poeta
Perplexo, passivo
Revoltava-se
Com marcha
Das expressões
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Sobre coisas, lembranças e infância
De repente começo a recordar de coisas, das coisas, e quando percebo, já fui tomado pelas lembranças. As imagens chegam soltas, aleatórias. É como um álbum de fotografias aberto em qualquer página. Daí eu avanço, ou volto, permaneço por mais tempo em alguma foto, ou passo rapidamente por outras.
Pronto!Está ai, uma boa lembrança. Álbum de fotografias! Objeto em desuso, em tempo de máquina fotográfica digital. Hoje em vez de foliar um encadernado de retratos sobre o colo, acompanhamos sincronicamente a exibição de imagens frente à tela do computador.
Computador é algo que me faz ter outras lembranças. Penso em computador, passo pela impressora e chego ao mimeógrafo. É como se eu viajasse no tempo. Posso sentir o cheiro de álcool na folha ainda umedecida que a professora do ensino primário entregava. Não sei dizer se lição, prova ou qualquer outra atividade, mas posso sentir o aroma passear por entre o septo e os sentidos.Cheiro de livro novo é outro que me faz lembrar escola. Cheiro tem esse poder transcendente de nos transportar mentalmente para tempos e talvez até mesmo espaços esquecidos. Cheiro de mato é outra coisa que me espanta e encanta. Basta sentir aquele perfume de terra misturado a orvalho, para como magia reconhecer e percorrer cenários que não mais existem, a não ser em minhas lembranças.
E por fim me dou conta de que todas essas lembranças se remetem à infância. Evidente que não poderia esquecer de citar a mais saborosa das lembranças. A infância. Época mágica, de sonhos, pura e protegida pelo amor materno.
Imagem: http://goo.gl/ekdxW
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